Todo mundo sabe que os americanos adoram beber em fontes asiáticas. Não é de hoje que eles curtem fazer versões made in USA de obras-primas do cinema chinês, japonês, coreano...
Infelizmente, o resultado não tem sido muito agradável, como em O grito (remake de Ju-hon), no chatinho A casa do lago (remake de Il mare) ou em Ironias do amor (remake do maravilhoso Sassy Girl), que de tão sem graça foi lançado direto em DVD.
Agora, ao que parece, os produtores americanos finalmente descobriram algo que já sabemos há séculos: K-drama é bom demais!
Segundo o The Korea Herald, o CEO da produtora Kapital Entertainment assinou um contrato com a KBS, comprando os direitos sobre dois dramas da emissora: Resurrection (2005) e The Devil (2007). O objetivo é fazer versões desses dramas para a TV americana.
Eu adoro filmes asiáticos, especialmente os coreanos. É claro que de vez em quando eu me deparo com alguma bomba, mas no geral são filmes diferentes, interessantes e muito inteligentes. Até quando fazem coisas simples, como comédias românticas, eles arrasam. É só lembrar de Sassy girl (muuuuuuuuito bom!).
Why did you come to my house (tradução livre: Por que você veio à minha casa?) está na categoria dos filmes diferentes, que nos cativam justamente por causa da sua estranheza.
Este filme de 2009 conta a história de um homem (Park Hie-Sun), que entra em profunda depressão após a morte trágica de sua esposa. É durante mais uma tentativa de suicídio que ele conhece Su-kang (Kang Hye-Jeong), uma garota muito esquisita que simplesmente invade a casa dele e resolve se instalar lá. O fato de a idéia não agradar nem um pouco o dono da casa é um mero detalhe para Su-kang, que parece ter coisas muito mais importantes com as quais se preocupar.
City Hall é um k-drama que foi exibido em 2009 pela SBS e mostra os bastidores da vida política de uma pequena cidade chamada Inju. O drama acompanha as histórias de Shin Mi-Rae (Kim Sun Ah) e Jo Gook (Cha Seung Won), duas pessoas completamente diferentes que acabam tendo seus destinos cruzados por causa da política. Shin Mi-Rae é uma funcionária da prefeitura, que trabalha há sete anos no gabinete do prefeito, mas que não conseguiu deixar de ser uma funcionária de 10º grau (o nível mais baixo no serviço público do país). Jo Gook, por outro lado, é um verdadeiro prodígio e sua carreira é um sucesso. Ele é um funcionário do 3º grau e todos o consideram um gênio político.
A história começa quando Jo Gook é enviado por seu mentor para ser o novo vice-prefeito de Inju. A partir daí, ele acaba se envolvendo na vida dessa cidade que, apesar da aparente insignificância, modifica profundamente a vida do rapaz.
ÊÊÊÊÊÊ! Nome novo, casa nova... Na verdade, a única coisa que mudou foi o nome, pois o "K-drama Queen" tem a mesma essência do "Casa da Nenna". Só que tive a idéia desse nome e achei tão bacana que não resisti e troquei. Espero que tenham gostado.
Hoje estou meio chateada. Primeiro, fiquei sabendo que o filme "The housemaid" foi selecionado para o Festival de Cannes. Até aí tudo ótimo. Mas logo depois li uma crítica péssima sobre ele, dizendo que foi uma decepção. Pô... Será que conseguiram estragar aquela história fantástica?
Não sou de acreditar 100% em crítico de cinema (Se eu tivesse acreditado na crítica terrível que o Rodrigo Fonseca fez de "A viagem de Chihiro", teria perdido o melhor filme do Miyazaki), por isso ainda estou animada para ver The Housemaid. Além disso, o trailer é legal, as fotos de divulgação têm gente pelada... Deve valer a pena *____*
Pôrter original (1960) e do remake (2010)
Eu adorei a versão original, por isso acho meio difícil terem estragado tanto assim. Quero ver com meus próprios olhos, assim que estiver disponível na internet. Uma cena do filme para vocês:
Eu comentei que tem gente pelada?
Bom, pessoal... Por hoje é só. Depois eu volto (finalmente) com o final da review de Boys Before Flowers.
O que é a vida sem um vício, não é mesmo? Alguns bebem, outros fumam... Eu assisto dramas. E como já estava entrando em crise de abstinência, resolvi pegar um dos k-dramas da última temporada para assistir. Fui meio que na sorte e escolhi Wish Upon a Star.
Wish Upon a Star conta a história de uma típica família coreana, composta por pai+mãe+filha+filho+filha+filho+filha+filho... Está bem... Nem tão típica assim.
Jin Pal Gang é a mais velha dos seis filhos do casal mais altruísta, bondoso e generoso da história dos k-dramas. Ela é a única filha biológica e tem que dividir a pequena casa onde vive com seus cinco irmãos adotivos, o que nem sempre é muito fácil (tentem imaginar morar numa casa com apenas um banheiro para 8 pessoas, 5 delas crianças, cujo hobby é encontrar as roupas de grife da irmã mais velha e estraçalhá-las).
Tadinha da Pal Gang, certo? Nem tanto. A vida dela não é fácil, mas bem que ela podia ter aprendido um pouco com os pais. Pal Gang é fútil, preguiçosa, egoísta, se aproveita dos amigos e não tem um pingo de responsabilidade. Ela trabalha em uma seguradora, onde sempre chega atrasada e dificilmente seria considerada a funcionária do mês.
Provavelmente, o único motivo de a garota acordar cedo todo dia para bater ponto é Won Kang Ha, um advogado frio e insensível, que trabalha na mesma empresa e é a grande paixão de Pal Gang há cinco anos.
Tudo muda quando o casal Jin morre num "acidente" e Pal Gang, de uma hora para outra, transforma-se na nova chefe da família. E como a Lei de Murphy é f**da, eles ainda ficam sem casa, sem dinheiro e têm que dar um jeito de se virarem sozinhos. História interessante, não?
Como ainda não terminei de assistir, ainda não vou colocar a review, mas fiz um resumo do primeiro episódio para quem estiver curioso e quiser saber um pouco mais sobre a série. Se você não gosta de spoiler e não quer estragar a surpresa, pare por aqui. Se não, pode continuar.
Há muito tempo ouço falar em Hana Yori Dango (Hanadan, para os íntimos), um mangá gigantesco (241 capítulos!) de Kamio Youko, que conta a história de Tsukushi Makino, uma garota pobre que consegue ser admitida na Eitoku Gakuen, uma escola de elite para alunos podres de ricos. Dentre esses estudantes estão os quatro rapazes que formam o F4, o grupo que simplesmente manda no colégio e que com seu cartão vermelho transforma a vida de qualquer um que os desagrade num verdadeiro inferno. Bom, nem preciso dizer que a coitada da Makino acaba entrando no caminho deles e sofre horrores nas mãos da escola toda, né? Mas o legal é que ela não é uma daquelas heroínas de shoujo idiota que ficam se lamentando pelos cantos sem fazer nada. Não, a Makino é corajosa, forte e vai mostrar para o F4 que eles escolheram a pessoa errada para atormentar.
Esse é basicamente o resumo da história desse mangá premiado que é um dos shoujos mais vendidos da história do Japão e que fez sucesso em vários países como China, Espanha, Itália, França... Ah, além de ter dado origem a um anime, um filme, um j-drama de duas temporadas, um drama taiwanês e mais recentemente a um k-drama chamado Boys Before Flower.
Eu adoro filmes. Se for coreano, intenso e impressionante... adoro ainda mais. Um dia desses, vadiando passeando pelo Dramabeans, arrumei mais um para a coleção.
Bom, a foto acima é um dos pôsteres de divulgação do filme The Housemaid (Hanyo), remake do clássico sul-coreano de 1960, do diretor Ki-young Kim. O filme - que faz parte da lista de 1001 filmes que você tem que ver antes de morrer, de Steven Jay Schneider -, é um thriller que conta a história de um professor de piano rígido e moralista que um belo dia sucumbe aos encantos de sua empregada doméstica. E o que podia ser apenas um mau (tá, péssimo) passo na vida desse homem, acaba se tornando um drama que arrasta toda a família (esposa, filhos...), com consequências realmente assustadoras para todos.
Consegui ver o original (online e de graça) no site The Auters. A imagem está muito boa, o som idem, não demorou a carregar... O único porém: é tudo em inglês. Por isso, se você não tem domínio do idioma, fica difícil. Continuo procurando versões com legendas PT-BR. Se encontrar, trago para vocês.
Como vocês já devem ter imaginado, adorei The Housemaid. É claro que a direção, a atuação e tudo mais é aquela coisa de antigamente (adoro os clássicos, mas como o cinema evoluiu, hein), mas ainda assim o filme é incrivelmente ousado. É sério. Ousado para a época e creio que até mesmo para hoje em dia. Nada no filme é vazio, todas as relações são interessantes de observar. E à medida que elas se aprofundam, somos tomados por sentimentos de incredulidade (não inverossimilhança, por favor) e por uma angústia para saber que desfecho aquela história pode ter.
Como falei, o filme é de 1960, então é claro que certos fatores como o machismo, a culpa feminina e o extremismo para manter a unidade familiar estão presentes. Mas tudo funcionando a serviço da história e nos fazendo refletir.
O remake de The Housemaid está em fase de pós-produção e chegará aos cinemas sul-coreanos (é... não é por aqui) no dia 13 de maio. Espero que não façam modificações toscas na história e que tenham coragem de mostrar todas as situações que ocorreram no original. O filme é pesado, mas se quiseram refazer... Que sejam fiéis, não é mesmo? De qualquer forma, o trailer (que eu amei... que música é aquela?) já mostra que aquelas cenas mais picantes, que nos anos 60 tinham de ficar apenas subentendidas (e ainda assim... grande trabalho do Kim-young Kim), agora serão exploradas livremente. Ah, e tenho a ligeira impressão de que o marido infiel dessa nova versão pode até ser tão passivo quanto o anterior, mas com certeza é muito mais interessante. *____*
Para quem aguentou ler até aqui quiser ver o trailer, aqui está: